No dia de Páscoa, morre um músico muito admirado. Resolvi deixar o dia sem postagens até pela ocasião, mas não posso deixar passar esta perda. Allan Holdsworth, um dos guitarristas modernos mais influentes de todos, e um verdadeiro gênio musical do calibre de qualquer compositor clássico, morreu hoje aos 70 anos de idade.
Em certos momentos eu não acompanhava tanto a sua carreira, sempre apreciei mais o jazz ao piano ou aos instrumentos de sopro do que o jazz feito na guitarra, mas lembro até hoje do seu disco de 1985 que me abriu os olhos para outros gêneros musicais e outros músicos, como Mozart Mello, Larry Carlton, Richie Kotzen, Frank Gambale, e outros guitarristas instrumentais não tão conhecidos quanto caras como Steve Vai, Joe Satriani (meu favorito) ou Eric Johnson.

Nele, podemos encontrar uma gama enorme de estilos dentro do Rock e do Jazz. Articulado, virtuoso, com uma grande técnica, e versátil, Holdsworth passeia com enorme tranquilidade pela sonoridade mais carregada da guitarra, em faixas como "Metal Fatigue", sempre com aquela caida dissonante do Jazz contemporâneo, até as progressões melódicas e ritmos cortados encontrados em "Devil Take the Hindmost", por exemplo, tudo adornado com melodias criativas e de uma genialidade ímpar.
Assim como Chuck Berry, Allan iria quebrar o jejum de anos sem lançar discos, e estava trabalhando em um álbum de inéditas este ano, quando inesperadamente morreu. Provavelmente a pergunta de se ele ainda se encontrava tão genial como em dias remotos jamais será respondida, e vamos ficar na curiosidade de saber o que Allan tinha de novo pra gente.

Deixo vocês com uma das mais recentes e matadoras performances do guitarrista, a música "Looking Glass", uma de minhas favoritas.
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